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Mostrando postagens de Janeiro 21, 2018

BELO HORIZONTE

O magma que escorria para o mar deu de ficar em Minas.
Sem mácula, onipresente: Sua Majestade, a pedra nua! Ensimesmada a montanha embainhou-se
em dobras de saias sobrepostas
e cobriu-se de verde.
Ela guarda os mistérios dos minérios derretidos
e aguarda o viajante. A Grande Pedra é topo do mundo,
se estende desfazendo-se na praia inexistente
: espreita quem passa, escuta quem pára. Ela sabe em minhas mãos sonhos de metal,
eu carrego meu barco.
Sabemos do mar distante,
sobre o pico da pronuncia lanço redes. Do alto dessa paisagem avisto Belo Horizonte.
*
Baltazar Gonçalves foto: Serra da Moeda, Belo Horizonte - MG

QUANDO PERMITIR A MARÉ

A passarela de madeira tem proteção de ambos os lados e segue ora sobre rochas arredondadas de formação basáltica ora sobre o que do mar chegou arrebentando em ondas e espuma. A maré vai subir. Mas essa informação tem o guia os demais não sabemos e agora a turma segue, turistas em maior parte e alguns da cor local, caiçaras de Itanhaém para melhor saber-se de quem se trata, segue como dizíamos, sobre o que mais se parece com um pear que nos conduzirá até aquelas rochas mais altas de onde um jovem mira o horizonte e faz um movimento com os braços que nos parece, a essa distância, que vai abraçar alguém. Bonito de ver a paisagem, esse recorte, pontuada por pedras que suportam ondas ameaçadoras que dão ao moço um verniz de coragem  romântica já que parece ter o Atlântico entre os braços e, o guia poderia dizer oportunamente, que é possível refazer um abraço o caminho de volta que um dia fizera Anchieta. Bem, é melhor seguirmos até nosso destino, a saber a rocha conhecida como Cama de Anc…