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Mostrando postagens de Dezembro 25, 2016

CANTARES

Canta minh’alma, não se desespere
se do céu desaba incompreensível melodia saiba isto
: o silêncio é diálogo entre as coisas relevantes da vida. Também é chuva o orvalho de ontem que foi lágrima um dia
foi chuva anteontem o que em batismo é água de pia. No bojo dessa conversa entre eras estendidas
o silêncio, a melodia e as lágrimas mal contidas são presentes
: guarde-os tão bem como a lembrança do beijo do teu amado. Alma sequiosa gentil que sente,
o eterno no copo d’água é sede e no rio cobre os peixes. Alta noite, ressonância no mais que escuro
: seja o silêncio repouso e suporte para a dor sem lamento
e o alvorecer esperança deste canto na brevidade do sonho. Baltazar