terça-feira, 15 de março de 2016

DEAD LIKE ME- uma resenha

Nesse episódio de "dead like me" os personagens que se tornaram ceifadores de almas depois de mortos recebem uma tarefa especial num dia em que a Morte tira dia de folga, um dia em que ninguém morrerá. A tarefa é das mais burocráticas possível: os ceifadores deverão catalogar as últimas palavras/pensamentos dos vivos na hora da morte. É grande a quantidade de papeis onde estão anotados as palavras derradeiras e, por isso, a solução e busca de praticidade é usar a tecnologia digital disponível no escritório da Tempo Feliz onde trabalha Georgia, a anti-heroína. Entre as contradições e paradoxos deliciosamente representados, a Tempo Feliz oferece trabalho de contrato temporário... Nesta cena, o que causa o estranhamento é a percepção que tem a personagem mais alienada: talvez sejamos apenas...
Antônio B.

LES REVENANTS / eles retornaram - uma resenha

Estou assombrado e pensando muito... A ressurreição é um suicídio ao contrário, não há nada mais antinatural que pensar o retorno dos mortos para a sociedade: se tirar a própria vida é tabu inconciliável para os vivos, a volta do corpo depois da morte é o avesso do mesmo tabu sob a égide de um dogma religioso. 
A narrativa do filme "Les Revenants" é tão sutil que dá margem e necessidade de continuidade na série... Gostei demais!
O filme é uma abordagem do tema "mortos vivos" que muito se aproxima da realidade: o que faríamos se eles, nossos mortos, retornassem? Como lidaríamos com o desejo realizado? O que se passa do outro lado e porque retornaram se a vida é duro desafio diário? Como os cristãos, católicos e evangélicos, responderiam se tivessem a oportunidade de perguntar a Lazaro? A narrativa do filme é tão silenciosa quanto a passagem de Lázaro na Bíblia: o que aconteceu com Lázaro depois que Jesus o ressuscitou? Simples, ele morreu de novo! Mas entre uma coisa e outra, o "silêncio" que não foi relatado pelos religiosos...
Assisti assombrado a esse filme cuja temática é “de zumbis”, eu o assisti como drama. Drama que dá uma dá mordida, uma bocada, em questões que preferimos deixar debaixo do tapete mas que são de vital importância e devem ser discutidas, mencionadas, lembradas com alguma lucidez e elegância. Talvez com o mesmo carinho e responsabilidade que mantemos nossos entes queridos que já partiram "perto de nós".

Antônio B.

COMO ALFINETE EM PALHEIRO

Dizem que um cara falou demais desafiando a ordem que funcionava muito bem assegurada pelo medo e pela força da violência. Foi num tempo r...