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Mostrando postagens de Setembro 20, 2015
CAULE DE LOTUS
como nunca antes no breu da noite abissal ergueu trompas de falópio o silêncio que não se ouviu.
sem par em tão perfeita solidão visgo de piche goela organismo e viço mão em prece emudecida boca corpo só olhos, era o silêncio que não se viu.
sem dar notícia de nenhuma superfície eclodiu no ermo profundo e depôs o estandarte carne sem carne do caule ainda sem flor.
dá luz para o lamaçal abre-te lótus para o mundo equilibrada na haste a letra desabrocha. 

Antônio B.