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Mostrando postagens de Novembro 23, 2014

FRANCA 190 ANOS – PARABÉNS!

Seu passado secular é estrada em terra boiadeira. Terra de cana doce, mogiana café com leite! Passou Império, passaram coroas e cetros. Hoje, na pele, é deleite!

De fronteiras é feita, cidade do meio! De minas o seu tanto da península in’tália artesãos, fachadas e lavouras - arte nata! Nas calçadas a modernidade dos sapatos, o chão
Fez história, franca trilhou mundo inteiro e
deixou-nos seus rastros, marcas e glória!

Capital, do Imperador fez o nome!
Não acaso nem posto inglório...
Vem de Minas a gente que cresce
nesta terra do notório Estado São Paulo.

Entra milênio, em século nova idade!
A novidade é ser cidade grande e tranquila,
em urbanos calçados palmilha... Franca das três colinas, cidade minha!


Pi & Bill

CANÇÃO

durma bem! que eu te desejo sono profundo, zen
depois te quero esperto: cantando pelos cotovelos,
imitando cotovias e distraindo os bentivis na laranjeira. 

se de tudo raiar outro dia, regue as plantas
sê forte e não chore a seiva derramada - nada é em vão!
lembra-te do sândalo, perfuma a todos na agonia do corte.

te quero mais, e mais, e rindo mais alto quase sem razão...
debochando sem compromisso, feliz por nada. adoro ver você
profanando o sagrado desacralizado e triste na televisão.

sonhe o bom do amor!
e deixe as mazelas da vida para o amanhã...
que no mundo serão, por seus mortos ávidos no desaterro,
sepultadas.

e quando, se de ti perguntarem, dirão os amigos saudosos
num afã que nem o poeta saberia explicar...
dele soubemos: anda distraído, o tal vive a sonhar!
encantado deseja a lua, dormindo toma banho de mar
pisa nuvens, anda de mãos entrelaçadas
e com outro maluco atravessa Gilbraltar.


Antonio B.

EU ERGUE, BORDADO.

Minha mão pensa inclina sobre o desenho, 
eu ergue palma afinalada. Alongo rascunho 
sem descanso, pende o lápis. Não tem paz, 
crisol da alma, a linha contínua embaça.

O sinal da cruz na testa marco, pontuo
saber que nada sei: não penso, pensa eu.
Desce o punho cerrado para o lábio mudo
e silencia minha boca outro ponto luz.

Luz da luz sem começo, amor árduo!
Tecido eu, decidas tu. Depois eu conta...
Espalho estrelas na vastidão da mente,
silencio dele a boca, conforta meu coração.

Ai de mim! Começo sempre no fim e agonizo
no parto. Assim acontece de amanhecer dormindo
no bastidor o traço. Não mais animado, nem menos
rascunho... Apenas eu, bordado.

Antonio B.