sábado, 22 de junho de 2013

Parker -ação na mediada certa


Gosto de escrever sobre um filme antes que ele termine, no momento que já estou entregue aceitando a verossemelhança. Ou quando já o vi a tanto tempo que tenho certeza que as palavras virão com uma certa saudade impregnada. O filme está no ponto em que a narrativa já se mostrou bem arranjada. Jeniffer Lopes quer um milhão fácil e está cansada de saber que não chega lá. O bandido que mais parece o mocinho da história afirma que dorme bem a noite sem crise de consciência por que todos os homens roubam – apenas alguns assumem isso. E não é mentira, talvez por isso estou torcendo para as joias da “rainha de Balm Beach” seja roubadas... Afinal os avós dela devem ter assassinado muita gente para tê-las. Jason Statham é forte, é durão e um homem sensível às sutilezas do amor. Tá certo que ele beija a bela e sensual latina Jeniffer Lopes mas devota fidelidade à filha do ladrão que lhe tem por padrinho no mundo do crime. Ladrão é ladrão, assassinos é espécie de ser humano. O filme é locado em cenário bilionário e faz pano de fundo para a luxuria dos nossos devaneios. Robin Hood norte americano que não se esquece da gorjeta para que o salva da morte na beira da estrada, um lampião que atira depois de lembrar à vítima que ela o traiu. Quando eu crescer que o ser Parker. O filme está no ponto em que a narrativa já se mostrou bem arranjada. Jeniffer Lopes quer um milhão fácil e está cansada de saber que não chega lá. O bandido que mais parece o mocinho da história afirma que dorme bem a noite sem crise de consciência por que todos os homens roubam – apenas alguns assumem isso. E não é mentira, talvez por isso estou torcendo para as joias da “rainha de Balm Beach” seja roubadas... Afinal os avós dela devem ter assassinado muita gente para tê-las. Jason Statham é forte, é durão e um homem sensível às sutilezas do amor. Tá certo que ele beija a bela e sensual latina Jeniffer Lopes mas devota fidelidade à filha do ladrão que lhe tem por padrinho no mundo do crime. Ladrão é ladrão, assassinos é espécie de ser humano. O filme é locado em cenário bilionário e faz pano de fundo para a luxuria dos nossos devaneios. Robin Hood norte americano que não se esquece da gorjeta para que o salva da morte na beira da estrada, um lampião que atira depois de lembrar à vítima que ela o traiu. Quando eu crescer que o ser Parker.

terça-feira, 18 de junho de 2013

GRITO PASSAGEM


Resisti um pouco em sair na rua pra ver o que estava acontecendo, pensei que era a banda tocando mais uma marchinha, pessoas contaminadas pela euforia decadente. Julguei mal e justifico: a banda passou muitas vezes pela minha janela e atras dela um cortejo de oportunistas sempre pronto para tirar proveito da situação me surpreendia: Um cortejo quase fúnebre disfarçado de procissão, pessoas alienadas disfarçadas de fieis. Então eu baixei as portas, sentei de frente para a televisão e não quis mais ver a rua, não quis me esperar que a união fizesse a força e alguma diferença. 
Então um grito se meteu pelas frinchas da porta sem permissão, rasgando o silêncio como crepom.  E nem veio da rua onde a banda realmente passava... o grito ecoou da tela da tv para todos os lares do país! Pedestres e burgueses empobrecidos, operários da construção civil e professores, veterinários e dentistas, médicos e residentes em formação, o mixe e a puta, o padre e o pastor, a dona de casa e o desempregado, o casal gay e a mulher do meu amigo estavam na tv e gesticulavam na minha direção. Sem saber o que pensar lembrei do tempo que eu ouvia meu pai contar como era difícil ganhar a vida no tempo dele, lembrei da minha mãe costurando até tarde para comprar leite para os menores. Na tela da tv eu via meu pai e minha mãe. 
E gritei.
Gritei tão alto que o vizinho veio saber o que estava acontecendo, a banda que ia no quarteirão da frente parou e o maestro pediu que um menino viesse saber quem estava sofrendo tamanha dor. Um grupo se reuniu na porta da minha casa e, por entre os corpos que se espremiam, o menino furou sua passagem e vitorioso ergueu a cabeça quando botou seus olhos em mim e disse:
_Ah! é você... pensei que estava triste e sentindo dor.
E, de volta para a turba lá fora, anunciou:
_o Brasil está nu!

SAUDADE NOSTALGIA NEBLINA

  É difícil extrair quem somos do que nos disseram ser. O nome que damos as coisas também tem nome, é o tal substantivo. Substantiv...