quinta-feira, 19 de abril de 2012

O velho, o menino e o burro

No caminho encontrei um garoto que perguntou porque eu estava fazendo fotos.

  Respondi porque era bonito o que eu via.

 Então ele disse "Olha lá uma coisa bonita, um cavalinho branco". 



Na verdade ele queria ter feito essa foto, e fez...


 levou na cabeça a imagem mais bela do dia dele


 , feita pela câmera, inimitável, das retinas!


  ... depois fomos embora!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

FAHENHEIT 451 - uma resenha



Já disse que toda história é uma tentativa do autor de falar de Amor. A história de amor aqui é entre os homens e os livros. François Truffaut faz uma apologia à influência que a tradição literária tem sobre a sociedade. Uma ficção que narra o papel de suma importância que tem os bombeiros num país de regime totalitário, as saber, queimar livros! O tempo da narrativa é o futuro e, embora o filme seja da década de 60, ainda é possível vislumbrar o quanto ainda é futurista no cenário, nas tecnologia que aparecem (como televisão interativa e meios de transporte ecologicamente corretos) na edição das imagens quando o corte é usado como laser. Como em qualquer regime totalitário a resistência existe! E ela se resume à leitores: cada dissidente se transforma num clássico decorando-o para que a obra não se perca para as futuras gerações, garantindo assim a permanência do autor. João vira Moby Dick de Herman Melville, Maria é agora Memorial do convento de José Saramago e, assim por diante, a cada perseguição no mundo real do filme renasce uma obra a ser eternizada de geração em geração na comunidade alternativa criada no exílio. Paralela a essa construção outra história de amor se desenvolve entre um bombeiro bem sucedido e bem resolvido com uma professora ingênua, romântica e idealista. Uma história que faz arder em chamas nosso espírito provocando uma sede danada por novas leituras. 


Ouvi essa história pela primeira vez numa aula de química, contada pelo professor Vitor, no CEDE - escola de Franca, anos 80... O Vitor nunca fez pressão com a quantidade de conteúdo e entre uma narrativa e outra o mundo era absorvido (ouvi dele ALIEN e ADMIRAVEL MUNDO NOVO) em sala de aula, nas aulas de química... estimo muito esse professor.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

HORA CERTA

A gente miúda seguimos, sem  olhar pra traz, fazendo cara de paisagem, ignorando os sinais.
A gente rasteja os dias, sorve as horas fazendo os anos passarem.

E chega o tempo ao tempo, e estaremos a fazer mesma pergunta:

seria a morte essa a quem persigo? 


COMO ALFINETE EM PALHEIRO

Dizem que um cara falou demais desafiando a ordem que funcionava muito bem assegurada pelo medo e pela força da violência. Foi num tempo r...