sábado, 4 de fevereiro de 2012

Débora faz anos

Ah! Beatriz
Se não fosse por você onde estaríamos
nós, os esquecidos?
Por onde nossos passos cegos nos levariam
se não fosse a luz de seus olhos?


Para  Dante, a luz do mundo
Para Débora, um nome lindo 


Aos coríntios

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA DE PINCUS, de Will Eisner - na série: Eu Reconta!

"A história de Pincus" está em "PESSOAS INVISÍVEIS", de Will Eisner

***


Pincus resolveu que a melhor forma de sobreviver seria passar desapercebido, sem ser notado construiu sua vida para ser sozinho. Adulto, se estabeleceu num apartamento pequeno e nunca recebeu visitas. Trabalhava na lavanderia do bairro e era, de longe, o melhor passador de roupas. Até o dia em que morreu Pincus, teve uma vida monótona. E assim foi. 
Sua morte foi publicada por engano no jornal e mesmo ligando para confirmar que estava vivo não obteve sucesso pois a datilógrafa do matutino nunca tinha cometido um erro. Naquele dia, Pincus saiu para o parque para respirar um pouco o ar fresco mas a notícia de sua morte convenceu a todos. 
O dono do apartamento resolveu trocar a fechadura e alugar mais caro o apartamento do infeliz que tinha morrido. Quando Pincus retornou, teve que passar o fim de semana no parque, junto com os vagabundos da cidade. Na segunda feira procurou o patrão que ainda não tinha chegado para o expediente, para sua surpresa já tinha sido substituído. O novo passador de roupas ligou para o sindicato com muitas suspeitas. 
A conclusão que todos chegaram foi que o sindicato rival estava precisando de uma lição, pois não era legal mandar um concorrente fingindo ser o antigo passador que havia morrido. Por isso, pegaram Pincus e o levaram, de carro, para a cidade vizinha. Dariam uma lição nele e nos concorrentes. 
Numa curva, assustado, Pincus saltou do carro em movimento e caiu de um precipício nas pedras banhadas pelo mar. Á noite, a maré  deixou o chapéu de Pincus na encosta, eles nunca tinha se separado dele.  

Antônio B.

domingo, 29 de janeiro de 2012

MORADA

Tudo fica quieto, em paz
na estrada que nos leva de volta.
E a noite faz do seu colo
(mais calada, mais iluminada, mais menina)
eterna morada dessas palavras.




Saio cedo, navego longe.

A liberdade que já não cabe no mundo  tem morada no meu barco.  Saio cedo, navego longe.  Também pesco palavras fora do lugar.  Se sant...