sábado, 28 de janeiro de 2012

Parece sonho


Acordei ouvindo a saudade sussurrando essa canção... o mundo inteiro parou, encolheu e se apertou no meu peito.



domingo, 22 de janeiro de 2012

Um instante, Maestro!


Preciso chegar antes, estar antes, ser antes. Mas antes do quê? O fim definitivo para tudo é a morte mas, lá se chega como também se chegou à vida... então, porquê a pressa, essa ânsia de antecipar, prever, preocupar? Tudo gira na mais inacreditável velocidade perdido está todo o tempo, as ilusões, as utopias. Um dia de sol é apenas isso, dia e sol. 
O astro que viu os Andes se erguerem, que iluminou as mãos de Michelangelo é o mesmo que hoje doura minha pele, seu rosto e seus braços que me abraçam. O instante de cor, a flor no chão, as gotas d'água paralisadas na fotografia em que um menino qualquer teima em espalhar. 
Ver se posso olhar, olhar se posso reparar e tornar-me por um instante, objeto de mim mesmo a observar a erva daninha que insiste brotar ao pé de uma árvore que fora mutilada. Ter o tempo das colmeias num voo em linha reta para o vermelho da rosa, ter o Rosa por perto que me ensina que todos os meninos são Miguilim e que, se lhe botam um óculos na fuça, todo o Mutum que nos cerca é bonito mesmo. 
Sobre o tempo nossa história tende a ser o mosaico desses pequenos registros, desses instantes de suspensão entre notas de um perfume etéreo.

clichê de pernas

Eu te amo! Quando terá sido que inventei essa verdade pra mim, em que momento passei a acreditar no que meus olhos queriam ver? Eu te amo é assim, mais um clichê de pernas. Se a gente não cuida de reinventar fica manco.

A VIDA NÃO VALE O DRAMA

já não me interessa discutir quem veio antes se o ovo ou a galinha se a arte copia a vida ou se a vida a imita  certo é que o drama é meno...