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Mostrando postagens de Janeiro 22, 2012

Parece sonho

Acordei ouvindo a saudade sussurrando essa canção... o mundo inteiro parou, encolheu e se apertou no meu peito.



Um instante, Maestro!

Preciso chegar antes, estar antes, ser antes. Mas antes do quê? O fim definitivo para tudo é a morte mas, lá se chega como também se chegou à vida... então, porquê a pressa, essa ânsia de antecipar, prever, preocupar? Tudo gira na mais inacreditável velocidade e perdido está todo o tempo, as ilusões, as utopias. Um dia de sol é apenas isso, dia e sol.  O astro que viu os Andes se erguerem, que iluminou as mãos de Michelangelo é o mesmo que hoje doura minha pele, seu rosto e seus braços que me abraçam. O instante de cor, a flor no chão, as gotas d'água paralisadas na fotografia em que um menino qualquer teima em espalhar.  Ver se posso olhar, olhar se posso reparar e tornar-me por um instante, objeto de mim mesmo a observar a erva daninha que insiste brotar ao pé de uma árvore que fora mutilada. Ter o tempo das colmeias num voo em linha reta para o vermelho da rosa, ter o Rosa por perto que me ensina que todos os meninos são Miguilim e que, se lhe botam um óculos na fuça, todo o Mutu…

clichê de pernas

Eu te amo! Quando terá sido que inventei essa verdade pra mim, em que momento passei a acreditar no que meus olhos queriam ver? Eu te amo é assim, mais um clichê de pernas. Se a gente não cuida de reinventar fica manco.