sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de reis

Seis de Janeiro, com chuva! Hoje é dia de desfazer a árvore de natal, o presépio e voltar para o Polo Norte. Hoje é dia dos Reis Magos, aqueles que seguiram a estrerla "de Davi" e chegaram antes de Herodes ao Menino na manjedoura. Hoje é dia de Baltazar, Melquior, e Gaspar que presentearam o Cristo com símbolos de realeza, a saber: O ouro representava a realeza, a mirra (resina antiséptica) simbolizava a pureza, enquanto o incenso simbolizava a fé. Escrevo esse post para agradecer aos amigos que me felicitaram pelo aniversário dia 4. Comemoro hoje, um brinde à vida!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pizza da dona Helena - receita

3 xícaras de farinha de trigo
1/2 copo de leite morno (é a temperaturo do leite que você daria para uma criança)
1/2 copo de óleo (soja, milho, gira-sol)
1 colher rasa de sopa de pó Royal
1 colher de sobremesa de açúcar
1 pitada de sal
1 ovo

Receita de família dada pela dona Helena, mãe do Vitor, quando os visitei. Tínhamos a mesa enorme a nossa frente abarrotada de pães, biscoitos, leite, café e chá. Ela dizia da mãe dela admiração e respeito enquanto passava a receita que a anos ela mesma não executava. Estava empolgada e contente com a atenção que dávamos mas, era eu quem prestava atenção. Mais tarde e naquela mesma noite bebemos um vinho delicioso enquanto misturávamos os ingredientes. Como toda primeira vez suspeitávamos que "aquilo" não ia dar em nada, a massa fica muito oleosa e você tem que esparramá-la numa forma para pré assá-la no forno. Acrescente o molho você deve ter ,a seu ,anteriormente. Agora sobreponha camadas do que lhe vier à memória do paladar e voltamos a massa ao forno. Alguns minutos, e lá estávamos nós: Tanisia, Vitor e eu tomando o que restara do vinho saboreando a pizza da dona Helena. Bom apetite!

... E A BÍBLIA TINHA RAZÃO

Cerca de 3 mil anos antes de Cristo, os sumérios já falavam a respeito da existência de um local conhecido como o Jardim do Éden. Nos textos cuneiformes da Suméria – talvez os mais antigos do planeta – o local surge com o nome de Dilmun, um lugar puro, limpo e claro, onde a doença, a violência e o envelhecimento não existiam. Inicialmente, nesse Éden faltava água, mas o deus da água, Enki, providenciou isso, e Dilmun foi transformado num jardim repleto de árvores frutíferas, plantas e flores.


Ao contrário da teoria defendida por vários pesquisadores, situando o Jardim do Éden citado na Bíblia numa região entre os rios Tigre e Eufrates, os textos sumérios o situam numa ilha, hoje em dia conhecida como Bahrein, situada no Golfo Pérsico. Ali estava o centro de um reino que se estendia por boa parte da atual Arábia Saudita.



Diferentemente do Éden da Bíblia, Dilmun era considerado um paraíso apenas para os deuses. O único humano admitido nesse paraíso foi Ziusudra, também conhecido como Utnapishtim, citado na Epopeia de Gilgamés como o homem que, avisado pelo deus Enki, sobreviveu ao dilúvio construindo uma arca.


Essas narrativas sumérias reforçam a ideia de que muitas histórias da Bíblia foram, na verdade, baseadas na Epopeia de Gilgamés, adaptando-se à cultura babilônica que posteriormente dominou a região da Mesopotâmia, depois chegando aos hebreus.


O Bahrein já foi chamado de “ilha dos mortos”, devido à imensa quantidade de montes funerários pré-históricos existentes no local. No entanto, as escavações arqueológicas comprovaram que o Bahrein era o centro de um império que se estendia à atual Arábia Saudita. Mais do que isso, teria sido a única região que sobreviveu ao dilúvio.



O fotógrafo e arqueólogo saudita Nabiel Al Shaikh, do Dammam Regional Museum, entende que um dos sítios encontrados, com cerca de quatro mil anos de idade, comprova que a civilização Dilmun foi uma das primeiras a utilizar um calendário solar.


Dilmun estava localizada na encruzilhada das rotas de comércio entre o vale do Indo e a Mesopotâmia, e era um importante elo de ligação entre as duas civilizações.



As escavações arqueológicas no Bahrein começaram em 1954, lideradas por Geoffrey Bibby, que liderou a expedição dinamarquesa do Museu Moesgaard. Muitos objetos foram encontrados em sepulturas, assentamentos e templos, como ferramentas e armas da idade da pedra, com mais de sete mil anos de idade. Geralmente, os arqueólogos determinam o primeiro período da civilização entre 3.200 e 2.200 a.C. O período áureo teria sido entre 2.200 e 1.600 a.C., com a civilização se estendendo até cerca de 300 a.C., quando ocorreu um declínio no comércio de cobre que era controlado por Dilmun.

Claro que os objetos encontrados estão longe de sustentar o status de “morada dos deuses” atribuído à ilha na Epopeia de Gilgamés. No entanto, essa é uma situação que ocorre também com relação a vários documentos ou textos antigos do mundo. Por exemplo, a maioria dos estudiosos afirma que o texto sumério sobre Gilgamés foi escrito cerca de 3 mil anos antes de Cristo, também a idade aproximada da civilização suméria; mas outras linhas de pesquisa se referem a datas que chegam a 8 ou 10 mil a.C. Não são poucos os que situam o dilúvio em cerca de 10 mil a.C., de modo que uma civilização estruturada já deveria existir nessa época.

Quase todos os estudos preferem entender que as referências a um “paraíso terrestre” ou um “local onde os deuses residiam” não devem ser entendidas literalmente. A chamada “linha alternativa” de pesquisas vai por outro lado, partindo da especulação de que esses “deuses” de fato existiram, estabeleceram seus centros em várias regiões do planeta. A partir desses centros, dominaram ou ajudaram diferentes culturas, fornecendo informações que alavancaram o desenvolvimento ou, nos casos mais graves, escravizaram a população local.

A descoberta de que Dilmun era um centro importante no comércio entre a Mesopotâmia e o Vale do Indo, especialmente com Harapa, considerada uma das cidades mais antigas do mundo, reforça o argumento de inúmeros historiadores e arqueólogos segundo o qual as antigas civilizações do planeta tinham estabelecido entre elas um sistema de comunicação muito mais efetivo e constante do que se imaginava até alguns anos atrás. Por exemplo, hoje em dia, expedições científicas estão procurando comprovar a existência de comunicação entre o antigo Egito e a América do Sul, algo tido como certo por muitos especialistas.




Enki
O deus sumério Enki, que às vezes surge com o nome de Ea, é considerado o deus que sugeriu a criação dos seres humanos a partir da argila, outra semelhança com a criação do homem descrita na Bíblia, e que levou os especialistas a acreditar que o Gênesis foi baseado nos textos da Suméria.
Foi Enki quem convenceu os demais deuses a deixarem o local onde moravam e virem à Terra para instruir os humanos, que ainda andavam nas quatro patas e nus. Esse e outros relatos fizeram com que alguns ufólogos relacionassem esses deuses com a presença de seres extraterrestres num passado longínquo do nosso planeta, ideia rechaçada pela maioria dos historiadores e arqueólogos.
Alguns textos afirmam que, para ficar em paz, Enki se isolou na cidade de Eridu, que na época ficava às margens do Golfo Pérsico. Seu palácio se situava debaixo do mar, e ali ele dormia profundamente. Esse conceito parece que se estendeu até as civilizações posteriores, como a babilônica e a assíria, que se referiram à presença de seres conhecidos como akpalos; eles surgiam do mar, carregando aparelhos estranhos às costas, e ensinavam uma série de conhecimentos científicos às populações locais.





terça-feira, 3 de janeiro de 2012

limpo

limpo, calo.

cresce

Cresce o manjericão até os limites do que pode ser um pequeno arbusto,
floresce.
Um mergulho revela o zunido constante de pequenas abelhas.

bucolisfrenia

Um traço de história ilumina a tarde. O que posso fazer se não tenho uma para contar, se o fato não acontece diante dos meus olhos. Não é minha culpa não ter o ritmo e o tempo e nem  durar o suficiente para fazer dos movimentos da mosca um enredo. O que se pode fazer é uma transcrição poética dos objetos na cena.

Difícil mesmo é dar início com uma negativa mas, vá lá;  por serem objetos na cena não estão menos vivos e cheios de vontade que você ou eu, pois que é desejo de vida o que se vê, e mais, a vida sustentada por si, em si. Acontece que está lá o Angico

e aqui, debaixo desse limoeiro que elegantemente dá passagem para a luz do sol, foi deixado para nosso testemunho três pés novos de erva doce que fazem o primeiro plano para que o singelo, e único,  pé de mentrasto se encoste. Enredados na falta de trama, sento-me e calo.


leve

Para viagem curta, bagagem de mão.


Para aquelas longas, afora 
leve um bom livro seu, 
algumas histórias inacabadas
e uma razão na lembrança do que aqui se fez para fazê-la voltar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SOMOS TODOS IGUAIS

A depressão pode ser entendida como uma tristeza que não tem fim, que não tem origem, que não tem uma cara. Pode ser entendida como sintoma, como melancolia, como morte. Passa-se o dia ao sol fixando na face um riso de escárnio numa aparência faustica, adquirida com muito exercício em prática comunitária. Mas à noite tudo se dissolve e o sol que agora ilumina o Japão não responde à pergunta: o que me faz tão vazio? O contrário também é verdadeiro. Cultivar a dor que a existência proporciona naturalmente à todos pode ser doença mas não tem o mesmo nome e, à noite, a pergunta é a mesma com uma diferença: o sol, mesmo distante dialoga numa reflexão interminável que só faz retomar velhos mitos. Ali está Fausto diante da ternidade, Quixote armado frente ao moinho, o capitão Ahab com sua única perna e seu arpão na proa, jaco oferendo lentilhas para Isau. O sol retorna para a infelicidade geral e prosseguimos adquirindo novos aparelhos celulares, uns publicando novas respostas antigas e outros lendo manuais de auto ajuda. O que muda e o que permanece? O vazio. Porque o que existe entre os átomos, as moléculas e as estrelas é o vazio. Somos todos iguais.

COMO ALFINETE EM PALHEIRO

Dizem que um cara falou demais desafiando a ordem que funcionava muito bem assegurada pelo medo e pela força da violência. Foi num tempo r...