segunda-feira, 12 de março de 2012

Partimos, estrada e eu


A estrada pediu em segredo que a levasse até onde o sol se põe 
partimos, estrada e eu
inventado lugares onde desaguasse igarapés e
desenhando a próxima curva
onde os ipês fossem plantados já em flor.
Num instante a estrada sumia para dar lugar a serra
e quando sentia sua falta, lá estava o mar...
Tudo é azul, menos esse perfume:
é o cheiro inventado das flores de laranjeira, 
saídas de outra página, 
que ocupa o tempo que resta até que possamos chegar. 
E vamos nós, lembrança de terceiros, para que o corpo faça sentido nos lugares em que falte nossa luz.

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