sábado, 31 de dezembro de 2011

31 de dezembro de 2011

Hoje à noite quando a cidade inteira explodir de alegria e 


artifícios você não saberá qual estrela brilha mais e aquele 


aperto no coração, por um instante, há de contrair sua 


atenção... 








Não fique triste porque distância é uma coisa que a gente 


inventa pra poder sentir mais sabor. Então, abrace as 


pessoas que estão à sua volta como se cada uma delas 


fosse seu irmão, beije como se cada uma  fosse sua mãe e 


sorria como se cada uma delas fosse esse  seu amigo que


 lhe escreve.







sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FÊNIX EM TRÊS ATOS

Numa noite de muito calor a Fenix despiu-se de seu casaco de penas douradas para se banhar no lago. O homem que a viu nua viu a mulher mais bela que nunca ninguém havia visto. Enquanto refrescava-se ele escondeu sua plumagem no bosque, refeita a Fenix-mulher-feita foi levada para a casa de seu benfeitor. Aconchegada em seus braços esqueceu-se do casaco, do bosque, do lago e que tinha voado um dia.


Os anos se passaram assim como ficaram para traz as lembranças, o homem envelheceu e viu seus filhos crescerem. Mas, o que acontece com essa mulher? Ainda tão bela e inquieta? De onde saia a força que dela todos sentiam era um mistério a ser esquecido. Suas vizinhas a invejavam e, no secreto da alcova, fantasiavam com noites de calor despidas num lago. Os maridos do vilarejo temiam que seus pensamentos fossem ouvidos na sua presença. No entanto tudo amanhecia no lugar, até a véspera daquele ano novo.


Naquela noite de calor insuportável do último dia do ano todos se reuniram para celebrar o novo tempo que viria. E uma das raparigas teve a ideia de irem todos ao lago para fazerem juntos uma oferenda. Levaram frutas e vinho e quando entraram na água foi apenas uma quem não o fez. Essa que agora caminha por entre os arbustos e encontra o casaco esquecido. No mesmo instante que o veste seu corpo envelhece de uma vez todos aqueles anos, num segundo a pele de seu corpo toma a cor do pó e ela morre. Um único homem vê sem tempo de socorre-la. E não o faria porque no mesmo instante ressurge a Fenix num voou magnifico para entre as estrela.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

macondo

Tomara que depois da Apocalipse Garcia Marques seja 


esquecido, varrido desses cem 


anos como foi 


Macondo, que o gelo seja 


reinventado para um cigano 


narrador e o perfume da 


açucena não precise esperar o


fim dnoite para deixar 


calmo o meu dia. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

PELO CAMINHO


Quando vier por esse caminho 
não esqueça de trazer água, pão
e da infância a recordação mais pura.
Haverá sombra para descasar 
sentada ao pé duma árvore
e toda a volta parecerá o caminho certo,
toda luz será amanhecer,
e a mão estendida para erguer-se será de quem estivera a seu lado sempre.
No alforge ainda caberá o bom livro e você dirá:
_Senta, tenho uma história para contar!
E o tempo cederá suspenso entre as copas que se unem irmãs,
as árvores nossa irmãs que forram o chão e o tornam macio nessa hora 
em que a vida pede uma pausa.
Vir pelo caminho não será voltar pelo caminho
nem partida, nem retorno...
quando vier será apenas encontro
Quando vier pelo caminho estarei plantado entre os arbustos no vale
sentindo seus pés desenharem no meu corpo o traçado da caminhada.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CEFAM de Votuporanga: para Laura Grecco


Ah! Essa sala de aula com seus dois painéis ao fundo, o fundo desse sala de aula... Fauna interessante, grupo seleto de figuras para álbum de recordação. Quando entrei aqui pela primeira vez tinha deixado seis anos de trabalho no CEFAM de Franca, era meu primeiro ano em Votu. Não satisfeito com o livro adotado no ano anterior resolvi que metade da turma (novos alunos que ainda não tinham livro didático) iriam usar um outro, então nas aulas usávamos os dois livros ao mesmo tempo em formação de duplas... foi o primeiro passo para tentar um "desconforto" que "desalinhasse" os caminhos da história, não foi fácil lembro mas, gratificante. E tinham as festas regadas a papel crepon... me lembro dos rostos, da quadra, das marcas do tempo nas rachaduras do piso perto do portão. E aquela árvore imensa florida de azul-púrpura, um jacarandá mimoso também conhecido por orelha de padre. Tornei-me amigo da diretora-coordenadora Dora, conhecida pelo codinome carinhoso de loucadora, administradora de fibra que fazia valer sua direção mas nunca dispensou o bom senso depois de uma conversa: a dora ouvia! Escrevo essa linhas porque fui assaltado hoje por uma ex-aluna no facebook, Laura Grecco. Carinhosamente se lembrou e escreveu algumas palavras resgatando essas memórias, me fazendo lembrar de mais de uma razão que tenho para estar a meio caminho de uma Votuporanga que não sai de mim, não sai!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Acalanto Just a perfect day

A natureza do silêncio que precede a vontade, esse interminável instante, é insuficiência.
Se calo para ouvir o que a saudade calou em sua boca é porque espero rever o retrato do que fui e reter o brilho que me deseja.
Sei que estrada é outra palavra, sei qual vento vem daquela direção, sei o tom e não me esqueci da melodia. E nessa hora muda nada consola.
No espelho metade de um tempo é seu rosto, na outra envelheço. Mas, se...
Então escuto você dizer que a hera no muro está mais verde e cresce entrelaçada às rosas que também, mudas, abriram.
Acalanto seu desespero num afago doce e silencio o murmúrio das vozes emolduradas na pintura que se tornou meu rosto.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ANO NOVO

Escrito nas paredes que ainda não foram demolidas, 
nas palavras pichadas em que se diz "eu te amo",
na tinta desbotada do muro da igreja.
Quem se importa com o velho!
Quem faria do antigo uma presença viva?
Sob as camadas de tempo estão você e seu irmão
estão as tardes quentes e a rua sem asfalto,
o sorvete vendido na perua Kombi,
o caderno brochura
e a chuteira presente de natal.
O primeiro telefone na casa,
a carta que ainda guardo,
a falta de cores na televisão. 


Onde estão os dias e aquelas tardes?
o fio tênue que entrelaça nossas vidas
também pavimenta o amanhã.


E que o novo tempo venha repleto de cores...
pois não haverá aurora menos bela
não haverá dias menos repletos
e em nenhuma boca haverá de ficar calado um beijo
se de nossas mãos, 
assim dadas ao tempo,
a obra imperfeita almejar a conclusão.

domingo, 11 de dezembro de 2011

CONTINUIDADE

Alguns fragmentos ficaram dispersos
e a peça inteira fora de foco,
teimo em coordenar os fatos:
meto ordem onde havia vida.


Segue a manhã a rotina da tarde,
a noite espera amanhecer.
Para ser um sirva-se das metades
nelas estarás inteiro


e ainda assim em busca
do que pede continuidade,
daquilo que confere sentido,
e coordena nossos abraços.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sob a lua

O que cabe sob o efeito da lua 


nessa noite que não tem fim? 


A imensidão.


É a resposta a quem pergunta 


o que é o Amor, 


a quem inquire o que você é pra mim.






E tudo que gira na órbita da tua presença 


sabe disso.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O golpe das jóias (quase um conto)

A única razão pra dizer tudo está na vaidade, e a minha é dizer a verdade mentindo. Eliana está feliz porque fica noiva essa noite. Nem se lembra de quantas vezes temeu nunca realizar seu sonho. Sei disso desde os meus dezessete anos quando presenciei numa festa de fim de ano seu desabafo para uma amiga, tinha bebido e aos prantos dizia que sua performance em enganar os homens a aniquilara, o que mais quero é ser de um homem só. E aos vinte decide que roubaria as jóias da mãe dela como seu noivo. Fiz disso meu projeto de vida, às favas quem me julgar, são as mesmas pessoa que cegam os próprios olhos diante da mesquinharia de suas vidas. Essa noite quanto todos brindarem no jantar o futuro promissor da nova família que meus espermas prometem os quatrocentos anos de pérolas e rubis ficarão em boas mãos, as minhas. Nossas malas estão prontas, só não vamos para o mesmo destino, sedada elá seguirá para o Marrocos e eu para um distrito esquecido no mapa da Austrália. Enquanto o velho de Oliveira Gramado estiver discursando começo a chorar discretamente emocionado com sua fala, assim roubo a cena e me levando, me coloco de pé a seu lado sugerindo que serei seu braço direito e, depois de nos abraçarmos emocionados direi o quando o Yaveh tem sido generoso a esse servo indigno em conceder um lorde como sogro e uma princesa adorável por esposa.  De volta ao meu lugar na mesa abraço a mãe dela e só não arranco aquele colar que usará por que tenho paciência. Beijo-lhe a testa e por fim convido a todos para a valsa, então de mãos dadas a Eliana. No entando, nesse momento ela está de frente ao espelho admirando seu armani verde turquesa. Parece uma diva, não, Eliana é uma diva. Sei que seus sapatos estão naquela caixa redonda com motivos árcades e agora sobre a cama, ela é tão previsível, sorte minha. Mas nem sempre foi assim, e eu conto. Melhor dizendo ela faz isso por mim. Recebi sua carta perfumada adolescente depois de ter dito que não tínhamos muito em comum, que apesar da pequena criação de gado no cerrado de Goiás minha família não podia, nem em sonhos, me lembro bem de ter dido esse clichê, figurar nas mesmas páginas da história. Ao que ela escreveu: "Julieta seria capaz de simular a própria morte se a Romeu fosse imputada a condição de escalar as paredes de seu aposento, quero te ter por perto por mais um milhão de vidas, e depois acordar do seu lado e morrer em cada beijo!". O ponto de exclamação é dela como é dela cada citação. Quem admira o que escreve e chega a satisfação  já tem por perdida a distância que o cerca dos limites da realidade. Estava na hora de virar o jogo. 


Mas, o que estou dizendo se cada palavra prolonga ainda mais o tempo que ainda falta para a chegada, o momento em que passo à ação. Eliana não é mais que personagem de uma história que invento mas, se mesmo eu sou personagem, então melhor agir. Protagonista? se tenho domínio sobre o destino dessas pessoas, sim, mas não sou ingênuo, não posso me dar ao luxo de deixá-los perceber nenhuma janela, acaso tenham mesmo vida própria. O que me resta de fato é não pensar no lugar que ocuparei na narrativa, e me deixar levar, se me permite é claro. É um luxo isso de viver a vida. Penso que atirar-me com empenho no que planejo é mais que você poderia inventado ardis para narrar um único fato, de onde te vejo estou protegido e não preciso me preocupar com o ponto final, mas você se contorce e fica prezo no tempo que recria. Por isso e por mais um pouco de capricho sigo agora para o condomínio da minha amada. São palavras colocadas na minha boca, não amo ninguém. E não tenho pena de pensá-la deprimida pro resto da sua vida inútil, o tempo que dispensei para Eliana paga o tédio de sua vida castrada. É ali? Entremos juntos, e não saia mais de perto de mim, quando isso terminar faremos um brinde.


Aceito o convite, brindemos o amor que chega como a primavera ao Líbano, como o verão no Rio de Janeiro. Inesperado desde sempre. Vem, que os convidados esperam na outra sala, meu querido. Essa noite será sua aquela que sempre te amará e, tenho certeza, de um modo que nem os anjos ousariam. Não, não trago nenhuma surpresa no sorriso, impressão sua. Porque está tremendo, os convidados te esperam, meu amor.


Evidentemente vou dar a ela uma noite inesquecível, estará sob efeito do champanhe caro e minhas mãos a levarão ao paraíso mais uma vez, pobre menina rica, pensa que ainda sou aquele rapaz que um dia pediu emprego ao pai dela. Sou mas não aquele que ela conhece, tudo planejado, ambiente seguro, nasci rato e tenho orgulho da minha situação, não é a primeira que me diz "faço qualquer coisa por você".


Vê? Todos te esperam com paciência, e ali está o oficial que vai conduzi-lo até a prisão, mamãe usa o rubi e as outras jóias não estão mais onde você as queria, caso inédito me disse ser esse o homem que te seguiu durante a semana, saiba que vou recompensá-lo pelas noites intermináveis e os beijos ardentes, uma vez a cada quarenta dias irei vê-lo para certificar-me que terá bons cuidados e não correr o risco de ser esquecida. Está tremendo? Não se apavore, acaso se esquece de ser calculista? Não é pra cadeia que vai, o ostracismo é mais interessante, está tudo de acordo, seus pais deram em troca do escândalo a fazenda e as poucas cabeças de gado plantadas no cerrado. Sua estada  no Ártico será um arrepio, posso garantir. Tudo planejado, meu amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para ninar Sophia

As lembranças que trazemos é o tecido com qual costuramos os laços mais bonitos para enfeitar que amamos. laços de cores vivas, tons sobre tons, carmim, seda, organdi azul. Laços que inevitavemente podem se desmanchar com o tempo, se transformarem em nó, ou simplesmente serem esquecidos porque não estão mais na moda. Alguém cantando nessa imensidão de silêncio toca meu coração, embala a passagem da noite e cala as perguntas mais sofisticadas que posso fazer. Onde estarei amnhã? Onde estará o amanhã? Onde estará?





Canção: Alguém cantando - Caetano Veloso




Estevão representa: vídeo

Uma tarde com meu sobrinho Miguilim, chegou em casa meio irritado porque com sono e já tnha tomado banho. Os pais tinham compromisso e pediram pra eu ficar com ele. Já vi isso em filmes... comigo ele despertou! e saímos pra rua pra fazer fotos: ele vstido de superman e eu de havaianas... Fizemos arte como se vê no registro (nos vários registros!).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ariel Bruna (No orkut)









Esta é uma pergunta improvável de obter resposta sincera, direta e concreta...
Quem sou eu?! Oras, sou um ser em constante mutação... e isso é muito bom, pois um dia posso ser uma garota sonhadora e no outro andar com os pés no chão. Posso ser seca e cruel com minhas palavras mesmo sem razão , e com as mesmas posso oferecer-lhe ajuda, te estender a mão... Estranho isso?! Estranho seria
alguém me dizer que isso não é real e que a cada dia agimos ou reagimos de um mesmo jeito...isso sim é anormal! Vc pode tirar o melhor de mim, tem esse poder, sim, acredite! Vc pode!Tudo é uma questão de conquista, do mesmo

modo que eu posso tirar o melhor de vc. Descubra o meu valor...





Por que o seu eu já sei...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NASCE SOPHIA EMANUELLI


Sophia Emanuelli acaba de nascer para nosso mundo ficar mais completo. Se eu soubesse tocar um instrumento estaria cantando, por isso marco aqui esse momento único em que a vida me demonstra que tudo vale a pena! Nasceu com 3k 450g e mede 50cm. Nasce uma estrela, mais uma letra no meu alfabeto. Agradeço e peço por ela, pela vida que brinda com sua chegada mais uma aurora!

Uma nova cor da paleta do criador se desprende para colorir nossos dias!



(O nascimento de Vênus... ou de Sophia?!)



museus digitalizados

SOLIDÃO

dói no peito saber que não vou ouvir 
depois que a cidade dormir
depois que todos forem embora
depois que o chá estiver pronto
depois que as plantas forem podadas
depois que a piscina estiver limpa 
sua vos
dói o silêncio de não ouvir-te
cantar sozinho aquela canção do roberto
silêncio de ouvir seu coração vagabundo

não sei caminhar sem ver seus passos
não sei cantar


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO - Arnaldo Jabor

EU TE AMO NÃO DIZ TUDO
                      (Arnaldo Jabor)
                                
Ele(a) diz que te ama... então tá! Ele(a) te ama!
Assunto encerrado!!!
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.

Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado
é outra, uma diferença de quilômetros.

A demonstração de amor requer mais do que beijos,
sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

E vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d`água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
"Me ame quando eu menos merecer,
que é quando eu mais preciso."

AMABILÍSSIMO

onde está o próximo, o distante onde fica? a cabeça oca e o coração no cio de toda gente estão vazios. finjo fugir da forma ana...